segunda-feira, 22 de março de 2010

Neruda 1...


"Antes de amar-te, amor, nada era meu
Vacilei pelas ruas e nas coisas
Nada contava nem tinha nome.
O mundo era do ar que esperava.
E conheci salões cinzentos,
Túneis habitados pela lua,
Hangares cruéis que se despediam,
Perguntas que insistiam na areia.
Tudo estava vazio, morto e mudo,
Caído, abandonado e decaído,
Tudo era inalienavelmente alheio,
Tudo era dos outros e de ninguém,
Até que tua beleza e tua riqueza
De dádivas encheram o outono"
Pablo Neruda.

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