sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Poesia minha.

 

Você acha mesmo que não percebi.
Acha que não notei sua intenção .
Você fez os outros lábios morrerem pra mim.
Fez as melodias tornarem-se agonia.
Tornou braços acolhedores em sem calor.
Você desbotou a cor dos outros mundos pra mim.
Me fechou para outras mãos.
E deixou as outras línguas com gosto amargo.
Fez o meu corpo incapaz de vibrar com outros dedos.
Você acha mesmo que não percebi?
Acha que não notei sua intenção?


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Poesia minha.


Quero continuar aqui.
Quero os planos de volta.
Quero a vontade de arrancar a blusa com urgência.
Quero ao seu lado dançar pelo mundo.
Quero as tardes lendo poesia.
Quero a casa com a cama desarrumada.
Quero o gole de café compartilhado.
O bolo de chocolate nos beijos demorado.
Quero saber que sou tua.
Quero estar em seu primeiro pensamento.
Quero ser sua maior vontade.
Esse amor é meu querer .
Você não tem escolha aqui.

sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Mulheres espertas usam esfoliante.

 
Eu queria acreditar naquele clichê que fala que a gente tem que se cuidar pra si mesmo. Confesso que uma das cenas que mais amo no filme Comer,Rezar,Amar é quando a protagonista esta na Itália e passa por uma vitrine de lingerie e fica muito pensativa lamentando não ter alguém para quem possa vestir aquela peça. Então sua amiga diz que ela deveria comprar e usar para si mesma. É poesia pura essa cena. Mas de verdade,é ilusão. Ninguém quer comprar uma lingerie para usar para si mesma. Não dá para gastar 300 reais numa camisola para dormir sozinha. Lingerie nova exige plateia! A vida quer plateia! E eu lamento pelas pessoas que não tem para quem se dar. Por que o que a gente deseja de verdade é ser Amado. E principalmente a gente deseja que a pessoa que esta ao nosso lado continue nos enxergando. Mas como é cruel o tempo. Como o tempo deixa nosso olhar desinteressado. E nisso vários amores vão desbotando. Amores que eram tão lindos são sucumbidos pela crueldade da falta do novo. E a gente precisa lutar diariamente para não deixar o interesse morrer. Eu acho que as pessoas fazem uma inversão das coisas. Só casam depois que acham que conhecem o outro de verdade. E não sabem, não percebem que é isso que faz o amor acabar. Conhecer o outro demais é muito chato.Talvez o suicídio do amor. Aquela pessoa não te surpreende mais. E tem coisa pior que isso ?Tem coisa pior que falta de mistério? Depois de um tempo, ao tentar descrever a pessoa que amamos, não conseguimos dizer mais o quão extraordinária aquela pessoa é. E isso me lembra uma outra cena de filme em que uma mulher bonita, inteligente e bem sucedida tenta arrancar do marido o por que de ele a ter traído com uma mulher que nem de longe chegava perto das qualidades que ela tinha. Até que ele sem piedade fala : "eu te trai por que ela não é vc! "
É que a gente por mais que lute, acaba não enxergando mais quem esta ao nosso lado. A gente enjoa mesmo. Imagine tomar o café da manhã com o mesmo iogurte todos os dias. Por mais gostoso que aquele iogurte seja, vai chegar uma hora que a gente não aguenta mais o mesmo paladar
E o que fazer se estamos fadados a enjoar das coisas ? Eu não tenho a resposta. Queria ter. O que sei é que a gente tem que cuidar mais de si mesmo. Não ser engolido pela preguiça de ideias. Ser interessante é algo que se exercita. E isso começa com abrir a mente e ter opinião sobre o mundo. Ninguém quer ter ao lado uma pessoa que não te desafie.Que não contribua para seu crescimento. Que não te faça aprender. Eu acho que uma  coisa que funciona muito é saber que não temos o peso de ser responsável pela felicidade do outro. Eu acho também que as pessoas precisam se divertir mais. Falar bobeiras sem filtro, sem medo de julgamento. Rir,rir e rir.Leveza dá tesão.
 E eu acho que as mulheres deviam sempre usar esfoliante 3 vezes na semana.Pois nenhum homem resiste a uma pele macia e lisinha...

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

Filme bom.

 
 
Eu sou muito nostálgica.Daquelas que acha difícil desapegar das coisas. Mas quando digo coisas, não  falo das materiais. Eu me apego e sinto nostalgia das coisas lindas e especiais que vivi. Para as coisas ruins tenho amnésia.Não lembro mesmo.E das boas lembro dos detalhes. Lembro dos sorrisos, do brilho no olho.Lembro do cheiro e de cada palavra que me foi dita. É tanta vida para lembrar. Tantos risos.Tantos momentos bons. Estou assim nostálgica por que estou de férias e finalmente com tempo  para reler as cartas passadas e as fotos antigas. E tenho saudades pois as pessoas não escrevem mais cartas. E hoje, justamente hoje,reencontrando gente que foi importante pra mim.Pessoas que a gente se perguntava por que a vida separou já que a afinidade era tão latente.Reencontros fazem isso comigo.Fazem passar um filminho da minha vida. Daqueles filmes bem empolgantes e baseados em fatos reais.Daqueles que ganham Oscar. E que sentimento bom me veio!Alguns reencontros, mesmo que virtuais te dão a sensação de construção. E quando vc é elogiada tanto pela sua aparência, quanto pelo rumo que deu a sua vida,nossa,é a maior das recompensas.Que delicioso ver que minha vida teve o rumo que desejei. Eu não penso muito nisso e hoje tive esse estalo.Tenho o privilegio de ter construído a vida que sonhei para mim.Quando eu era adolescente eu escrevia diários. Hoje relendo as coisas que escrevia ,posso perceber o quanto era angustiada em não saber se iria levar a vida que eu desejava. Eu já planejava como queria viver e já tinha essa sede de conhecer o mundo. Essa coisa meio nômade de não querer pertencer a um lugar fixo. Eu queria pertencer ao mundo.E hoje estou aqui, vivendo exatamente as coisas que desejei .Claro que com alguns ajustes. O bom é ver sonhos realizados, lugares desejados já visitados. E essa liberdade que não sei bem explicar. É bom ver que não desviei das coisas que desejei para mim.
Estou num momento em que varias convicções mudaram na minha cabeça.Eu já havia tomado a decisão de pegar mais leve no trabalho e já avistava as mudanças que essa tomada de decisão causou na minha vida e na minha saúde .Até o ano passado, rezava para chegar as minhas férias e quando elas chegavam ficava ainda naquela vibe tirana de não conseguir desligar do trabalho. Ainda dependente e sentindo sobressaltos cada vez que o celular tocava.Estou de férias há 3 dias apenas e não sinto aquele pânico que sentia ao lembrar que as coisas poderiam não funcionar sem mim.Que prepotência a minha achar que o mundo iria parar de girar se eu não estivesse por perto para apertar o botão.
Hoje gostei do filme que vi. Hoje percebi também que o passado volta tão sorrateiro e veloz. Que nos pega de surpresa e nos faz sorrir assim, a toa.

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Olhando fundo.


Eu lembrei de uma fase em que ainda estava nessa de ser bastante tolerante com alguns comportamentos que via . Eu escolhia simplesmente não dar importância ao que estava por trás de certas atitudes . É que machucava enxergar algumas pessoas. Eu ficava imaginando que essas pessoas estavam numa  fase da vida em que a gente quer ser aceito, quer fazer parte da "turminha". É aquela fase meio sem identidade. A pessoa  finge que gosta de tal coisa só para ter assunto. A pessoa bebe algo mesmo não sendo o seu  paladar preferido. A pessoa diz que não precisa  ter um romance para ser feliz e finge que estar sozinha é uma escolha e debocha da felicidade dos outros.
Me peguei com pena de gente que olha o mundo fora do seu umbigo com desdém, que canta vitória antes do tempo.Gente que não tem olhos suaves com o outro. Gente competitiva.Gente que não enxerga a beleza nos outros e que acha que tal pessoa não poderá ser feliz por quê não veste 36. Estou com pena de gente desconfiada. Que não se abre, que não se doa . Gente que vive em sua concha e que não deixa ninguém se aproximar de seu mundo. Gente que põe outras coisas na frente de laços importantes.
Isso abala um pouco minha fé em algumas pessoas hoje. Talvez amanhã passe e eu ache que isso é apenas coisa de pessoas  que não amadureceram. É que fazer 40 tem dessas coisas : a gente fica com o olhar  muito exigente. A gente percebe demais. E é difícil não sentir dor. É difícil desviar do que nossa visão nos mostra tão claramente.

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Estilo.


Eu fiquei tentando lembrar quando foi que  comecei a construir meu estilo de vestir.Isso por que essa semana encontrei uma pessoa que não via há tempos.E essa pessoa me disse que olhar para mim e para as coisas que visto é sempre um refresco para seus olhos.E então fui recapitulando todas as coisas que escuto. Das pessoas que convivem comigo e até daquelas que pouco vejo. E veio essa sensação gostosa de que é muito bom ser admirada e por que não dizer, muitas vezes ,copiada.
Olhei então minhas fotos antigas,aquelas onde eu ainda era bem nova. E vi que meu estilo foi se construindo com o tempo. No começo eu gastava muito e como qualquer mulher,deixava muita coisa presa sem usar no armário. Hoje,graças a maturidade ,só compro algo que realmente tenho certeza que irei usar muito.Acho suicídio comprar uma peça e deixa- la no armário sem dar muitas voltinhas pelo mundo com ela. No mínimo é burrice e falta de respeito com o próprio dinheiro.
Quem me conhece sabe exatamente as coisas que gosto de usar. Sabe das minhas marcas prediletas. Eu escolhi desde o início o tipo de mulher que eu queria ser,e isso claro,acaba se refletindo nas roupas e acessórios que escolho usar. Lembro da primeira camisa polo Lacoste que comprei. Era branca e cada vez que a usava eu sentia que podia dominar o mundo! E as pessoas foram lembrando de mim cada vez que viam essa marca.Virou uma identidade que 25 anos depois ainda permanece.Lembro também quando comecei a usar Kate Spade.Ninguém conhecia a marca. As minhas amigas entao foram descobrindo e começaram a usar também.É engraçado e compensador ao mesmo tempo. Lembro que a Pandora nem tinha vindo para o Brasil direito quando escolhi a minha e ganhei do meu marido quando estávamos em NY. Eu havia desejado a Pandora cada vez que a via nos anúncios da revista espanhola Telva.E sonhava com o dia em que ela viria para o Brasil. Eu citei 3 marcas importantes e caras eu sei, mas elas no meu armário são misturadas o tempo todo com peças baratinhas das fast fashion.Aliás eu acho um saco,morro de preguiça de gente grifada da cabeça as pés. Gente que só compra grifes e não usa uma C&A da vida é gente insegura que precisa provar que vale. E cá entre nós,não vale. Gente assim não tem identidade. Pode colocar ouro em pó que não estará elegante. Pois essas pessoas não ficam confortáveis na própria pele.Essas pessoas te olham, desejam o que vc esta vestindo ,tentam te copiar,mas nunca serão...
Claro que a maturidade contribui para que a gente faça as escolhas mais acertadas. Com o tempo a gente descobre a maneira certa que as coisas caem na gente. Descobre que a escolha de um perfume é decisivo para sua vida. Descobre que sair sem maquiagem,me desculpe,é uma tremenda falta de educação.É uma afronta ao nosso mundo interno. Mulher tem que se maquiar! Mulher tem que passar base e rímel sempre! Mulher tem que estar com as unhas lindas e a pele cuidada. Tem que respeitar a própria imagem!
Agora não adianta estar bem arrumada e não ter bom humor,não ser inteligente.Não ser uma boa companhia. Tem que ser feliz! As pessoas mais bonitas e elegantes que conheço não são perfeitas, não usam grifes da cabeça aos pés. Elas riem de si mesmo, são leves e não estão nem ai para o mundo. Elas apreciam a beleza e sabem criar a sua própria identidade.Não são magras.São elegantes até com um saco de batatas na cabeça...
E tem uma coisa que minha querida Bianca sempre diz e que me mata de rir : "Dri,esmalte nude e perfume Jadore não é para quem quer.Tem que ser alguem como você,podre de chique...rs

segunda-feira, 1 de junho de 2015

O dia em que fui mais feliz em Paris.


Três meses depois e ainda não estava preparada para escrever sobre a última viagem a Paris,ate que ,minha Maria Eduarda do alto dos seus 8 anos de vida ,deitada no meu colo,mexendo em seus lindos cabelos,me fala com sua voz suave e infantil: "Dinda,meu sonho é que na próxima vez vc me leve a Paris com vc.Pois eu gosto de NY mas é que Paris é mais linda!"E então, me bateu aquela saudade letal no peito,nostálgica.E tive medo de esquecer todas as coisas deliciosas que essa cidade que amo despertam em meu coração.É que Paris não é um cidade. Paris é uma cena de filme,daquelas com uma perfeição inacreditável.Tem trilha sonora própria,tem uma fotografia dourada,mesmo no mais rigoroso inverno.E Paris é linda em qualquer estação.E mais ainda na chuva.Aquelas ruas vão te dando a sensação de que é o protagonista de um lindo filme premiado com Oscar. Daqueles chiques e apaixonantes.Um verdadeiro filme romântico até mesmo para quem não é romântica como eu.
Paris tem uma liberdade que não da para traduzir,com seus cafés cobertos de gente embriagada nas fumaças de cigarro.E suas baguetes amassadas embaixo do braço. Nada é mais democrático que Paris. E nada é mais puramente conto de fadas .Imagine uma cidade que tem um carrossel colorido em cada cantinho. Só pode ser brincadeira!Os carrosseis de Paris me encantam mais que a própria Torre.Olhar aqueles cavalinhos coloridos é inebriante.E desperta a criança livre que há em qualquer um.
Ao andar por Paris,a vontade que da é tatua-la em cada centímetro da pele.Pois cada pedacinho é uma obra de arte.E para qualquer lugar que vc olhe ,esta la a Torre,linda ,imponente,brilhante.Lembrando o quanto vc é privilegiado de poder estar lá.É delicioso andar a qualquer parte e ser beijada pelo rio Sena.Dar uma volta de barco tomando uma deliciosa taça de champanhe.Poesia é a verdadeira descrição do que se vê em Paris.
Nesses dias fui á todos os meus lugares prediletos já que não era a primeira vez por lá.E foi delicioso ir á todos os restaurantes que sempre sonhei,aqueles que vi em todos os filmes que amo tendo a cidade como cenário.Sem contar que a comida de Paris te faz entender o verdadeiro significado de sua existência.
Eu estava com 5 amigos. E claro, foi maravilhoso. Mas o dia que fui mais feliz em Paris,foi o dia que saí por Saint Germain sozinha.Andando,olhando com calma, parando no meu ritmo,entrando nos locais com calma,parando sozinha para um chocolate quente com croissant para esquentar os 2 graus .O dia que fui mais feliz em Paris foi quando andei sem rumo. Agradecendo a Deus por estar mais uma vez naquele lugar.O dia que fui mais feliz em Paris foi quando comprei uma baguete e saí sozinha com ela embaixo dos meus braços...

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2015

Poesia minha : Pior que as piores coisas.


A falta de seu amor
É dia nublado
Dedo já ferido prendendo na porta
É conta de banco com saldo negativo
É semana sem nunca chegar sexta
A falta de seu amor
É estar preso sem visita íntima
É um eterno afogamento
Daqueles que engolimos água e ralamos os joelhos
É ferida exposta sem band aid
Torneira que insiste em pingar
Dedo mindinho nos móveis da sala
Costas ardendo pelo excesso de sol.
A falta do seu amor
É filme sem final feliz
Livro que não consegue avançar
Meia calça que insiste em furar
É maquiagem barata que não dura o dia inteiro
É bolo fadado a solar
A falta de seu amor
É sapato que aperta o calcanhar
Anel que não saí fácil do dedo
Lágrima que insiste em não parar.


sábado, 24 de janeiro de 2015

Na hora certa.


Uma das mudanças mais profundas que sofri nesses últimos meses foi ter me encontrado em duas atividades que achava serem impossíveis para mim. Uma foi a corrida e a outra -essa mais libertadora e profunda -a meditação.Eu que andava numa onda muito sedentária finalmente comecei a me exercitar.Claro movida pelo fato de estar acima do peso.Só pensava no físico e acabei descobrindo o quanto isso esta sendo primordial não só para meu corpo mas para minha sanidade.E para uma pessoa tão ligada em 220w como eu,era impossível pensar em meditar.Minha cabeça não parava,era sempre um turbilhão de idéias,cuidando sempre dos outros,com muito trabalho,aeroportos,quartos de hotéis,arrependimentos,pensamentos,planos.E depois que comecei,vou me descobrindo finalmente mais serena.Ainda com aquelas milhares de coisas dentro da cabeça,mas sem dúvida,conseguindo um tempo para mim nessas duas atividades tão prazerosas.Foi tão primorosa essa descoberta que até voltei  a escrever,algo que sempre foi vital para mim.Mas eu andava com um branco total ,não conseguindo colocar meus sentimentos no papel.
Eu tinha uma piada em relação as pessoas que se exercitavam correndo.Falava sempre :correr pra que?De que? De quem? E agora estou adorando pagar a língua..Estou mais leve, física e emocionalmente. É o meu momento,onde paro tudo,coloco o fone no ouvido e tenho a chance de me concentrar apenas em mim.Fico pensando só em coisas boas e não deixo nenhum pensamento ruim me assolar .Na meditação estou descobrindo o silêncio.O silêncio da mente.Do meu coração.É minha maior conexão comigo mesma e com Deus.É difícil se concentrar com tanto barulho.Não o barulho físico,mas o barulho da minha mente tão condicionada a não desligar.
Aprendi que cada coisa tem sua hora para começar.Eu sem dúvida queria ter começado antes.Morro de arrependimento de não ter começado antes .Mas parei de me lamentar. O importante é que comecei.E sonho,espero o dia em que eu finalmente consiga ter o luxo de não precisar adiar essas atividades por nenhum motivo na vida.

segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

Poesia minha.


Pode ser o sorriso torto
Ou talvez as cicatrizes
Não as da pele
Mas as do coração.
Pode ser o fato de não dar o barço a torcer
De empacar e dizer não.
Ou tavez o coração desconfiado
Ou a resistência de não se deixar ser amado.
Ou talvez achar que eu não saberia lidar com a situação.
Pode até ser os chinelos horrorosos.
E o belo gosto musical.
Ou o jeito como vira criança quando esta perto de um cachorro.
Pode ser o toque.
E o beijo,ah com certeza pode ser o beijo.
Ou a maneira que me olha
Como se não acreditasse que sou sua
Por todos e por nenhum motivo eu te amo.
Motivos esses que já nem sei mais.
Talvez por quê tenha inventado um vc pra mim.
Estou prisioneira sem banho de sol.
Não acredito mais em sinais.
Foi tudo fruto da minha imaginação.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Pele boa e dinheiro no banco.


Vou contar o quanto fui tola aos 30.Sim,os 30 não servem para nada.Ele simplesmente nos da a ilusão que finalmente estamos entendendo o jogo.Vou te contar,os 30 só servem para duas coisas : guardar dinheiro e cuidar da pele.Pois é aos 30 que temos que realmente nos matar de trabalhar para ganhar dinheiro e ir a todos os dermatologistas feras do planeta para chegar aos 40 com um bom patrimônio no banco e uma pele de dar inveja.Pois digo,só vale nessa vida,um bom dinheiro guardado no banco para vc finalmente poder curtir tudo que o libertador 40 te proporciona.E haja dinheiro e pele boa,pois com 40 a gente não da mais importância para as futilidades.Os sonhos se tornam grandes.Os projetos vão alem da bolsa da moda.E a sede de prazeres voláteis fica menor.A gente finalmente tem ciência que nada vale o nosso stresse.Paramos de ser vitimas das coisas e pessoas que nos fazem mau.Sentimos menos culpa e só absorvemos o que vai ser de fato importante.Aos 40 a vaidade fica muito aflorada ,mas a vaidade não tem a ver com ter uma bunda dura e uma barriga sarada.É uma vaidade de alma.Nossa alma fica vaidosa pois sabe,entende finalmente como conduzir o jogo.Na verdade,aos 40 só fazemos gol de placa!
Quando se faz 40 é divertido olhar o mundo.Divertido ver como forçávamos a barra  para levarmos a situação.A gente não tem medida.A gente trabalha demais.Come demais.Ama outra pessoa demais.E se leva a sério demais.E acha que isso é legal.Acha de verdade que é o certo. E então não entende por que a vida não esta do jeito que queremos.É que a gente tem a ilusão de que também se ama demais e acaba extrapolando em nome desse amor.E depois descobre que o amor próprio não precisa de exageros. A gente finalmente se ama na medida.Nem mais nem menos.Entende as nossas limitações e faz piada delas. A gente finalmente se aceita.Sem precisar fazer pose ou achar que necessita agradar o mundo.E daí o amor tb sorri pra gente .Quando se faz 40, finalmente entendemos a quem devemos prestar contas nessa jornada.E que o único dono do nosso destino somos nós mesmas...

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Eu ainda como brócolis.


Eu queria ser uma pessoa desatenta.Das que deixam passar.Das que não tem intuição.Das que não percebem.Queria não me preocupar em entender e decifrar as pessoas e o que vai no coração delas.Ate por que ,nunca vamos descobrir o que vai no coração dos outros mesmo.Mas eu sou daquelas que vai fundo,que repara em gestos,ações e olhares.Eu vou fundo em decifrar gente.
E não tenho gostado do que tenho visto em algumas pessoas ultimamente.É que tem gente que é expert em viver a vida dos outros.Tem gente que vive de roubar os sonhos e desejos dos outros.Elas são experts em querer o que o outro quer.De um simples pensamento até um sapato da moda.Pelo simples fato de não conseguirem construir seu próprio caminho.Querem mostrar que conseguiram primeiro que você.Eu antes não me aborrecia com isso.Pois acho inveja algo natural do ser humano.Eu tenho inveja ás vezes. E sei que é preciso coragem para admitir.Mas tenho inveja de coisas inofensivas.Nada que me faça monitorar uma pessoa para conseguir as coisas antes dela.Na verdade,na maioria das vezes sou tão desatenta nessa questão que passo por mal educada por não reparar nas coisas dos outros.Não sou de desejar o que os outros tem.E agora me vejo culpada porque descobri no meio dessa reflexao,que na verdade a única inveja que tenho é de gente livre.Gente que faz o que quer.Gente que não se prende a padrões.Gente que não tem preconceito.Gente que não come brócolis.Pois eu não sou livre.Ainda faço milhões de coisas que não quero.Ainda estou presa a padrões.Eu ainda tenho preconceito. E ainda como brócolis. Por que sei que faz bem a saúde...
Ps: esse post é para Soraia.Gente que brilha causa inveja.A gente não deve ligar...