sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Felicidade diferente...


E se a gente não nasceu pra casar,pra ser mãe e ser esposa?E se nosso objetivo não for formar uma família?O que resta pra quem não se enquadra nesses sonhos convencionais?Eu digo que o que resta é o olhar de piedade das pessoas.Ninguém consegue admitir felicidade se não for aquela dos moldes tradicionais.E fico assustada com isso.Me pergunto por que tanta gente que conheço esta infeliz vivendo essa vida taxada de ideal?Não sei,cada dia me distancio mais desses moldes.Me distancio pois sou feliz sendo dona da minha casa.Minha e apenas minha.Me distancio pois mesmo estando a beira dos 35 ainda não me decidi se quero ter filhos.Me distancio porque apesar de ter um amor-e isso há 8 anos-não pretendo tão cedo dividir a mesma casa com ele.Causo espanto por não querer viver uma vida tradicional.Não quero por vários motivos.Absolutos apenas pra mim.A rotina me assusta.Tenho medo,admito.E talvez nunca venha a superar isso.A intimidade de dividir minha vida constantemente com quem amo me causa arrepios.Gosto de algumas cerimônias.Confio que elas são responsáveis por certos encantos.E vejo tantos casais desencantados com seus parceiros.E a coisa mais triste que acontece numa relação é quando você perde o encanto.Quando você não se importa mais em mostrar o “seu melhor”para a pessoa que esta ao seu lado.E o dia a dia as vezes massacra uma relação.E acho que quem consegue fazer diferente,merece um grande premio.Fico feliz com quem consegue fazer diferente.Pois levar uma vida a dois com filhos,grana apertada,frustrações e cansaço do trabalho,falta de tempo para namorar,pra se divertir,pra lembrar um pouquinho de que são pessoas normais(e não apenas pai e mãe)é uma maratona exaustiva.E vejo as pessoas tão cansadas.Tão infelizes.Isso me dá um certo pavor.Se penso na solidão?Penso.Mas sei que ela não é definitiva.Tenho certeza que nada nem ninguém supre a solidão.E ter filhos ou marido nunca vai ser garantia de não ficar só.Conheço tanta gente com esse“pacote”e que ainda assim se sente muito sozinha.Acho que cada dia mais,o que devemos exercitar é aprender a conviver com nós mesmos.Descobrir o que precisamos de verdade.Mas nada de “eu me basto".Não acredito que alguém se baste.É maravilhoso compartilhar.É maravilhoso amar.O que quero dizer,é que temos sim ,direito a felicidade de maneira diferente.Querendo coisas diferentes da maioria.E o que a gente precisa é que a maioria pare de nos olhar com estranheza,com piedade,com cobrança...Cada um sabe a dor e a delicia de ser o que é.Ou o que "quer".E de que forma quer...

9 comentários:

  1. Ai, Adri... vc tá certíssima. Casamento não deveria ser uma regra de vida.
    Ter filhos tbm não. Vc precisa se doar muito, o tempo todo.
    A rotina desgasta a relação sim.
    E vc tem o direito a não querer ter isso.
    Ninguém te a fórmula da felicidade, cada uma deve buscar a sua.
    Mas depois com mais calma falamos desse assunto...
    Oh, minha linda, quero desfilar no Salgueiro junto com vc, com a Elisa, com a Erika... vamos mesmo ???
    Vou te mandar um presentinho "singelo" por esses dias, mas é só pra demostrar o meu carinho por vc e pra tentar "estar mais perto", mesmo estando longe.
    Te adoooro amiga, adoooro suas reflexões, seu jeito de ver a vida !!!
    Vc é linda e inteira, isso basta !!!
    Seja feliz do seu jeito, esse é o melhor !!!
    Beijooooocas

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  2. Ah, amiga, sei exatamente do que vc fala sobre o olhar de piedade das pessoas. Já fui massacrada por ele. Hoje estou feliz com meu marido e um pouquinho infeliz sem o filho que quis morar com o pai, mas já querendo mudar tudo de lugar. É como arrastar os móveis em casa. Não sei o que quero, mas sei exatamente o que não quero. Viver na indecisão também pode ser bom.
    Beijinho!

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  3. Ah, muuuuito interessante o post, e mais legal vc ter coragem de falar isso! Deus criou as pessoas individualmente, cada uma diferente da outra! Como rotular? De jeito nenhum! Se você está bem assim com suas escolhas, é muito bom. Penso que cada situação tem seus prós e contras. É assim a vida, cabe a nós encontrar o que melhor nos cabe, casada ou solteira!
    Ah, aproveita que não tem nada que te prende e corre lá para a Pousada Capão... risos.. já q vc gostou das fotos!!!
    Bjs

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  4. Amore mio, passa lá no BAZAR pra participar do sorteio !!!
    Beijoooocas

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  5. Já coloquei este blog no meu favoritos. Mais uma vez venho aki e fico encantada com seu modo de escrever. Adorei! E concordo com tudo que escreveu! Tenho 26 anos e penso muito nisso. Bjos!!

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  6. oi minha querida! Mais uma vez estamos em sintonia...essa semana discuti muito esta questão com umas amigas..todas nóa fazemos 35 esse ano e esses questionamnetos são inevitáveis. A grande maioria ainda não sabe se quer ser mãe, algumas não querem mesmo e não casaram. E tb me espanta a estranheza das pessoas no século 21! Felicidade não é o que a Igreja católica convencionou lá atrás! Sou tão feliz como estou....posso ser mais com filhos, mas posso continuar feliz sem eles!!!!!
    beijo bem grande! Em 2010 a gente vai se conhecer de qualquer jeito ao vivooooooo!!! Dany

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  7. Texto lindo e tão verdade! Beijão pra você Adri!! ;***

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  8. Que lindo, Dri.
    Sabe, quando voltei de sua casa, pensei tanto sobre isso... sobre as escolhas que fazemos. E que são para sempre. Mesmo.
    Eu mesmo, convivo com muita coisa que exige tolerância, amor, carinho. Mas temos que fazer nossas escolhas e realmente amá-las.
    E você? Ah... eu amo você! Beijos, querida amiga.

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  9. Que belo e verdadeiro texto, Adri! Tb me questiono muito a respeito de várias coisas. Não temos que ser iguais à maioria, mesmo que a pressão - declarada ou não - seja grande.
    Acho que o ponto principal é sabermos se nossas decisões são movidas por convicções ou por medo de arriscar uma nova vida.Essa é a grande questão.
    Penso que o fundamental é assumir um compromisso com a própria felicidade: que sejamos felizes com ou sem casamento, com ou sem filhos. E pensar um pouco em como gostaríamos de estar aos 60, já que algumas sementes precisam ser plantadas anos antes para serem colhidas depois dos 60.
    Cada um sabe de si e o que lhe faz feliz. Não temos que seguir padrões!
    Um bj pra vc!

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